EDUCAÇÃO E CIÊNCIA
Diagnóstico:
A Educação em Portugal atravessa um momento crítico em que o modelo neoliberal mercantilizou direitos sociais e fragmentou o quotidiano das famílias.
Para lá da mera transmissão de conhecimentos, a Escola Pública deve ser o garante da igualdade e de uma formação humana integral.
No entanto, a desregulação laboral e o subfinanciamento público empurraram a escola para uma função de custódia. Muitas vezes, esta funciona como um “depósito” para crianças cujos pais estão sujeitos a horários de trabalho para lá do razoável.
Um projeto político de esquerda deve assegurar que a Educação e a Ciência sejam vetores de soberania e emancipação pessoal e coletiva. Isto exige uma Escola Pública dotada de meios de excelência, onde o investimento se concentre na rede universal, sem desviar recursos para lógicas de rentabilidade privada.
A democratização do saber e a conquista de tempo para a família são condições objetivas para que todos tenham uma vida plena.
Vamos:
- Garantir a educação pública universal, gratuita, laica e de qualidade.
- Reduzir o horário laboral (semana de 4 dias), também como medida educativa e emancipadora.
- Alargar a rede pública de creches e pré-escolar, com carácter universal e gratuita, com a criação progressiva de vagas para todas as famílias.
- Reforçar o financiamento do sector público de ensino.
- Eliminar propinas e valorizar o Sistema Científico Nacional, com contratos estáveis para investigadores.
- Reduzir o número de alunos por turma e reforçar equipas com psicólogos e técnicos especializados.
- Valorizar a avaliação contínua em vez da pressão dos exames, que reduzem as aprendizagens à expressão momentânea de competências.
- Dissociar a educação e a investigação da subordinação aos interesses económicos e privados.
Construir a alternativa, com o vamos – democracia solidária
