Reafirmamos o direito à habitação, direito à manifestação. Somos solidários com os manifestantes e com as famílias que já não aguentam o custo de vida.
O Vamos – Democracia Solidária repudia as cargas policiais ocorridas na última noite nas acampadas do Porto e de Lisboa, que considera uma vergonha, inconcebíveis e inaceitáveis numa democracia. Há mais de 15 dias que milhares de pessoas se manifestam de forma solidária, resistente e pacífica por um direito que diz respeito a todas e a todos: o direito à habitação e a uma vida digna, sem que o aumento do custo de vida as sufoque a cada fim de mês. Cenas que se julgavam pertencer ao passado, impensáveis com a maturidade da nossa democracia, voltam a acontecer.
É preciso responsabilizar politicamente quem dá as ordens e quem escolhe esta estratégia de amedrontamento. O Vamos – Democracia Solidária estranha o silêncio cúmplice do Primeiro-Ministro num momento em que a crise da habitação é tão grave e está na agenda pela legítima manifestação da população, e estranha que o Ministro da Administração Interna não compreenda que, se as pessoas se manifestam, é porque já não aguentam mais. Estranha também o silêncio do Presidente da República perante este ataque à liberdade, à democracia e ao direito de manifestação e de associação.
O Vamos – Democracia Solidária tem acompanhado as acampadas e as manifestações, está solidário com todas as pessoas que protestam e está, sobretudo, ao lado das famílias que já não suportam o custo de vida.
Reafirma que a habitação é um direito e não um privilégio, e defende que a nova lei do arrendamento não deve ser aprovada: a resposta à crise não pode agravar a insegurança de quem vive de uma casa arrendada, mas sim proteger as famílias e garantir o acesso à habitação.
É fundamental manter a pressão sobre o Governo e o tema da habitação na agenda. O Orçamento do Estado começa a ser discutido na próxima terça-feira e, do que já foi divulgado, anuncia-se mais desinvestimento. O apelo a uma Greve Geral e à participação das centrais sindicais, bem como a dinamização de Iniciativas Legislativas de Cidadãos, é fundamental!
25 de outubro de 2026
vamos – democracia solidária

